Depoimento formal de Elderis da Última Arca, registrado pelos escribas do Conselho de Porto Novo, traduzido: A Morte Pálida não é um ser. Isso é o primeiro erro que vocês vão cometer — procurar o ser para matar. Não há ser. Há um processo. O processo começa com uma semente. A semente penetra a terra e começa a criar redes — fios de material que drena cor, nutrientes e eventualmente constituição vital de tudo ao redor. As plantas ficam brancas. Os animais que comem as plantas ficam lentos. Os animais que ficam lentos ficam ainda mais lentos e param. O que a semente cria ao redor de si não é apenas área morta. É área re-viva — viva de outro jeito, à imagem da semente. As criaturas que a semente assimila não morrem no sentido em que vocês entendem morte. Continuam em movimento, continuam funcionando, continuam existindo. Mas o que são agora é extensão da semente. Não é corpo habitado por outra coisa — é corpo que se tornou outra coisa. O crescimento é constante. O que parou um dia pode avançar dez metros amanhã ou pode avançar um metro. Não é aleatório — é estratégico. A semente avança onde há menos resistência e pressiona onde quer criar desorganização. Aprendemos isso tarde demais. O que funciona contra ela: fogo direto sobre o ponto de crescimento, destruição da rede de fios antes que se estabeleça, barreiras de voto que o processo reconhece como limite — mas o reconhecimento de limite é inconstante. O processo aprende.
Mesa adulta
Somos todos adultos aqui. O conteúdo e o jeito como a gente joga são pensados para quem tem 18 anos ou mais.
Não é nada contra os mais novos — é que a gente solta muito palavrão e o papo na mesa é de gente grande.