Notas de um Médico Durante a Praga Negra

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Fragmento de diário médico atribuído a Sarent o Prático, encontrado em arquivo da Guilda dos Curandeiros: Dia 3 do surto em Caldavar: vinte e dois casos. Todos apresentam o mesmo início — febre moderada, dores nos membros, sensação descrita como 'peso nos ossos.' Parece gripe. Tratei como gripe. Erro. Dia 7: cento e quatorze casos. A necrose começa nos dedos em todos os casos severos — um escurecimento que parece queimadura mas não tem origem térmica. Os afetados perdem sensibilidade antes de perder o tecido. Amputações nas próximas 48 horas salvam alguns. Depois de 48 horas, o escurecimento já subiu. Dia 12: cidade em quarentena por ordem do conselho. Tarde. Já exportamos a praga para Ferim e Ovalen por caravanas que saíram antes do décimo dia. Dia 19: enviando mensageiros a todas as cidades com os padrões que identificamos. Não tenho cura. Tenho informação. Informação é o que tenho para dar e é o que peço em troca. Dia 23: recebi resposta de Ferim. Usaram o protocolo de isolamento antes que eu sugerisse. Ou são muito espertos ou muito sortudos. Vou descobrir qual dos dois e perguntar como.