Sobre a Natureza Cosmológica dos Portais

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Do 'Tratado de Cosmologia Aplicada', autoria do Arcanista Félix Darador, compilado durante a Era dos Portais: Um portal não é um buraco. Essa distinção é fundamental e frequentemente ignorada. Um buraco é uma ausência — remove o que estava lá. Um portal é uma sobreposição — coloca dois pontos do Cosmo em contato direto sem remover o que está entre eles. A física do espaço entre os dois pontos permanece; o que muda é que o Cosmo cria uma relação de equivalência entre as duas superfícies do portal que permite atravessamento. Isto explica por que portais não podem ser criados arbitrariamente: requerem dois pontos que o Cosmo já reconhece como tendo uma relação — seja por proximidade em outra dimensão da realidade, seja por terem sido explicitamente vinculados por alguém com suficiente domínio cosmológico para escrever essa relação no tecido do universo. Os portais dos Filhos das Estrelas já estavam vinculados. Para onde, no estado adormecido, é impossível dizer. Os vínculos cosmológicos preexistem ao nosso entendimento deles — como palavras em uma língua que ainda não aprendemos a ler, presentes na página antes de sabermos que a língua existe.