Relato de Orev, membro da expedição, registrado por escriba do Mandato das Cinzas gerações depois a partir de cópia de diário original: Nenhum de nós a impediu de tocar. Em retrospecto, todos nos perguntamos por quê não impedimos — o objeto claramente não era para ser tocado, não havia nenhuma indicação de que era seguro. Mas quando Sael estendeu a mão, ninguém disse nada. Eu não disse nada. Foi como se a situação tivesse uma gramática própria e o próximo passo fosse inevitável. O objeto pulsou três vezes mais rápido imediatamente ao contato. Depois parou. Sael ficou imóvel por tempo suficiente para todos nós pensarmos que ela havia morrido de pé. Depois caiu de joelhos — não desmaiou, seus olhos estavam abertos — e ficou assim por horas. O que se seguiu foram quatro dias de alternância entre silêncio absoluto e movimentos que pareciam escrita. Ela movia os dedos como se estivesse traçando símbolos no ar. Às vezes chorava. Às vezes sorria de uma forma que nos desconfortava porque parecia ser dirigida a algo que não estávamos vendo. Quando falou pela primeira vez no quinto dia, a primeira coisa que disse foi: 'Eles não são o que pensávamos que eram. Isso é bom. São piores em algumas coisas e melhores em outras, e a diferença mais importante é que existem de verdade.'
Mesa adulta
Somos todos adultos aqui. O conteúdo e o jeito como a gente joga são pensados para quem tem 18 anos ou mais.
Não é nada contra os mais novos — é que a gente solta muito palavrão e o papo na mesa é de gente grande.