Depoimento de Garet Voles, colonista de Azúria que cruzou o portal antes do fechamento, dado a oficiais de Porto Novo: Era manhã quando as pedras começaram a cair. Não foram muitas — não foi o fim do mundo de golpe, foi pontual. Pontos separados por quilômetros, um impacto aqui, outro lá. Fui ao ponto de impacto mais próximo com dois outros colonistas porque nenhum de nós sabia o que era. Levou quinze minutos de caminhada. O que havia no solo: uma pedra do tamanho de uma cabeça humana, enterrada até a metade, que não estava quieta. Não balançando — crescendo. As margens onde tocava a terra estavam se expandindo, milímetro a milímetro, visivelmente. As plantas dentro de dois metros estavam brancas. Os pássaros de Azúria — azuis, pequenos, fazem ruído constante — estavam todos no ar, todos em fuga. O silêncio no raio de duzentos metros era o silêncio de um lugar que os animais deixaram simultaneamente. Um de nós disse 'Morte Pálida' antes que eu dissesse qualquer coisa. Eu já sabia, mas quando ela disse, ficou mais real. Voltar ao portal foi o mais longo deslocamento que já fiz. Não porque era longe. Porque a cada passo eu sabia o que estava deixando para trás.
Mesa adulta
Somos todos adultos aqui. O conteúdo e o jeito como a gente joga são pensados para quem tem 18 anos ou mais.
Não é nada contra os mais novos — é que a gente solta muito palavrão e o papo na mesa é de gente grande.