Porto Novo nos Primeiros Anos

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Excerto de carta pessoal de uma arcanista residente em Porto Novo, primeiros anos após a fundação: Mãe, Não sei por onde começar a descrever Porto Novo então vou descrever o que aconteceu ontem. Ontem de manhã: trabalhei com um santo de Ithara em um experimento de ressonância de portal. Nenhum dos dois tinha certeza do que estávamos testando — ele tinha uma hipótese sobre como os portais reconhecem votos de travessia, eu tinha uma hipótese sobre como codificam destino em frequência cosmológica. As hipóteses eram incompatíveis. Passamos três horas tentando entender por que — e descobrimos que a terceira hipótese, que nenhum dos dois havia formulado porque cada um partia de premissas diferentes, é provavelmente a correta. Ontem à tarde: um fundidor de sinos pediu minha ajuda para analisar o campo cosmológico ao redor de um portal adormecido. Fui. O campo é diferente de tudo que um sino produz — mais suave em amplitude, mais complexo em frequência, com padrões que se repetem mas nunca exatamente. O fundidor disse: 'É como um sino que não parou de tocar mas cujo som se espalhou pelo tempo em vez de pelo espaço.' Isso é exatamente o que é. Ontem à noite: jantar coletivo onde dois arcanistas e três santos discutiram votos e física cosmológica ao mesmo tempo e ninguém saiu com raiva. Aqui é assim todo dia. Não sei como vou conseguir voltar para qualquer outro lugar depois disso.