Excerto de 'A Questão da Proteção: Quem Decide quem Vive', panfleto político de autoria anônima, período pré-Império: A Guilda dos Sineiros dirá que o acesso à proteção é distribuído com base na necessidade e capacidade de manutenção. Isso é verdade da mesma forma que é verdade que a chuva cai em todo lugar — tecnicamente correto, praticamente enganoso. A necessidade é avaliada por quem? Pelos mestres sineiros. A capacidade de manutenção é avaliada como? Com critérios que os próprios sineiros estabelecem. A lista de espera para um sino de cidade tem oito anos. Para uma aldeia de agricultores pobres no limite do território seguro: doze anos, mais uma taxa que os agricultores pobres frequentemente não têm. O sino que protege o mercado de uma cidade rica foi entregue em dois anos. Os sineiros não são monstros. São artesãos com poder que não pediram e que administram da forma que pessoas com poder geralmente administram: com mais benefício para quem já tem benefício. O problema não é sua maldade. É a estrutura que cria um mundo onde a sobrevivência física de uma comunidade depende de quem conhece quem na Guilda.
Mesa adulta
Somos todos adultos aqui. O conteúdo e o jeito como a gente joga são pensados para quem tem 18 anos ou mais.
Não é nada contra os mais novos — é que a gente solta muito palavrão e o papo na mesa é de gente grande.