Carta de uma Colonista para Sua Família

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Carta de Arev Noves, colonista de segunda geração em Azúria, para sua mãe em Porto Novo: Mãe, Já devia ter escrito antes — o que aconteceu é que aqui os dias passam mais rápido. Não fisicamente (os dias têm a mesma duração que em Estrelária, o sol de Azúria é mais lento mas o planeta gira mais rápido, eles se cancelam). É que há muito a fazer e fazer as coisas aqui é fácil de uma forma que em Porto Novo não é. A pedra azul: quando trabalho com ela, sinto o Cosmo com a clareza que você me disse que sentia antes do Silenciamento, quando magia ainda era fácil. Não sou uma arcanista de grande talento — aqui em Azúria, sou suficientemente competente para me surpreender. O que estamos construindo é uma cidade que não existia. Não uma versão de outra cidade — algo novo. A geometria das ruas foi decidida para capturar o vento de certa forma. Os edifícios têm câmaras de mineral que funcionam como memória de calor — armazenam calor do dia para liberar à noite. As plantas de Azúria que domesticamos para agricultura crescem azuis — as folhas, não os frutos — e a cor é de uma intensidade que às vezes paro simplesmente para olhar. Isso não é para onde quero ir. Isso é onde estou. Boa diferença.